domingo, 21 de julho de 2019

não deixes ficar a aldeia

Não deixes ficar aldeia
Tão triste e abandonada
Sabes que o rio passa nela
Numa água esverdeada

Nessas tardes de Verão
E uma briza tão suave
Com a minha velha cana
Descia as margens do ave

Tenho saudades
Desses caminhos
Que nos levavam
Aos velhos moinhos

Pelo caminho do moinho
Verdes campos de milho e vinho
O moleiro já partiu
E o moinho já ruiu

O rio corre na levada
Mil histórias pra contar
Ja não toca o moinho
Porque a azenha já ruiu

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