Não deixes ficar aldeia
Tão triste e abandonada
Sabes que o rio passa nela
Numa água esverdeada
Nessas tardes de Verão
E uma briza tão suave
Com a minha velha cana
Descia as margens do ave
Tenho saudades
Desses caminhos
Que nos levavam
Aos velhos moinhos
Pelo caminho do moinho
Verdes campos de milho e vinho
O moleiro já partiu
E o moinho já ruiu
O rio corre na levada
Mil histórias pra contar
Ja não toca o moinho
Porque a azenha já ruiu
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